
Em 22 de outubro, Clayton Pedro, CEO da Biz Benefícios e diretor de Negócios e Expansão da ABRH-SP, participou da Plenária 2 do 47º CBPP, o Congresso Brasileiro de Previdência Privada. O painel discutiu a previdência e o novo ecossistema de benefícios corporativos, e Clayton dividiu o palco com Lilian Kazama, Diretora de Total Rewards & People Operations do iFood, diante de uma plateia de dirigentes de entidades de previdência complementar.
Estes foram os principais pontos da fala de Clayton sobre o mercado de benefícios.
O que não está mudando no mercado de benefícios
Clayton abriu propondo uma inversão: em vez de perguntar só o que está mudando, vale perguntar o que não mudou. O Brasil tem o maior mercado de benefícios do planeta, que movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano, segundo estimativas do setor, e ele nasceu nos anos 1970 com o PAT. Começou com uma rede credenciada, sem tecnologia, com voucher de papel e uma visão industrial, que buscava tratar todas as pessoas da mesma forma. A ideia de um pacote igual para todo mundo, segundo ele, fixou-se por décadas.
O que está mudando no mercado de benefícios
O primeiro movimento veio com as empresas flexíveis, que trouxeram bandeira aberta, como a Visa, e quebraram a lógica da rede credenciada fechada. Quem quer entender o modelo pode ver o que é benefício flexível e como funciona e o guia completo de benefícios flexíveis em 2026. O segundo veio do decreto que atualizou o PAT em novembro de 2025, que obriga a abertura da rede e proíbe o rebate. O efeito é uma mudança na lógica do modelo tradicional, como detalhamos em as novas regras do vale-alimentação para todas as empresas e em 1 mês para as novas regras do vale-alimentação e vale-refeição.
Tudo isso acontece em um momento em que as gerações querem uma boa experiência do colaborador, e não apenas um produto entregue, e em que os benefícios flexíveis ganham espaço no novo mercado de trabalho. É o que o RH vê também nos dados de benefícios por setor e no que discutimos ao falar de hiperpersonalização.
O que o RH espera de um parceiro estratégico no mercado de benefícios
Na visão de Clayton, os RHs estão buscando, no mercado de benefícios, um parceiro que simplifique, tire o excesso de carga operacional e entregue inteligência para ajudar a tomar as melhores decisões de pessoas. Alguns pontos pesam nessa escolha:
Simplicidade operacional: com menos trabalho manual para o RH;
Inteligência e dados: que apoiem a decisão sobre o pacote;
Marca da empresa em primeiro plano: O app e os benefícios levam a identidade da empresa, o que reforça a marca empregadora e concentra o investimento de marketing em um único lugar;
Segurança de dados: As informações de benefícios são sensíveis, e os RHs buscam parceiros mais seguros.
Em resumo, o RH procura cada vez menos um fornecedor de benefícios e mais um parceiro, inclusive para desenhar modelos de benefícios corporativos hiperpersonalizados.
Benefício bom é aquele que é usado
Além do vale-alimentação e do vale-refeição, existem serviços de valor agregado, como saúde mental e saúde física, a exemplo da parceria com a TotalPass. Também há o Vale-Cultura, que pode, por exemplo, pagar streaming e faz parte da cultura. A mensagem de Clayton é que o RH precisa ter um olhar mais amplo para os benefícios além do salário, e que um benefício bom é aquele que é usado, ideia que se conecta ao que mostramos em benefícios flexíveis, retenção e engajamento.
Com os preços de mercado altos e o poder de compra pressionado, o benefício que se conecta ao dia a dia das pessoas funciona quase como dinheiro. Clayton alertou que é preciso olhar os benefícios com a realidade do Brasil: se o pacote não conversa com ela, o colaborador sai, o que alimenta o turnover.
Remuneração total e o lugar da previdência no mercado de benefícios
Para Clayton, a missão do RH é desenhar estratégias de remuneração total, que reúnem benefícios, remuneração variável e componentes de longo prazo, como a previdência complementar. É nesse conjunto que a previdência encontra seu espaço, inclusive como aliada da retenção de talentos.
O desafio é que a previdência exige das pessoas um olhar para o futuro. Clayton atribuiu parte da dificuldade de adesão ao baixo acesso dos jovens à educação financeira, tema que já exploramos em educação financeira nas empresas, e defendeu que todos os envolvidos estudem a fundo como apresentar a ideia de acumular via poupança previdenciária. A tendência de hiperpersonalização dos benefícios pode ser uma oportunidade nesse caminho.
O que fica do painel para o RH
O pacote igual para todos é o que mais resistiu ao tempo, e é o que mais está sendo questionado;
Abertura da rede, fim do rebate e geração que quer experiência mudam a régua do mercado de benefícios;
O RH busca parceiros que simplifiquem, tragam dados e protejam as informações dos colaboradores;
Benefício bom é o que é usado, e o poder de compra pesa na percepção de valor;
Previdência complementar entra na remuneração total como o componente de longo prazo.
Um mercado de benefícios que acompanha a vida real
Se o mercado de benefícios está saindo do pacote único, o caminho passa por flexibilidade, dados e experiência, com a empresa no centro. Foi essa a mensagem que Clayton levou ao painel.
A Biz trabalha nessa direção com empresas de diferentes tamanhos e setores:
✅ Multibenefícios flexíveis em um único cartão, que se adaptam à realidade de cada colaborador
✅ Carteira hiperpersonalizada, com categorias que a própria empresa desenha
✅ Cartões personalizados, que levam a marca da empresa a cada uso
✅ Gestão simples e centralizada, com dados de uso que ajudam o RH a decidir com mais segurança
O benefício que a sua empresa oferece é usado pelo time, ou só contratado?
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