
Um novo levantamento da Biz, empresa de pagamentos e multibenefícios corporativos hiperpersonalizados, confirma com números algo que muitos profissionais de RH já percebiam no dia a dia: não existe um valor "padrão" de mercado quando o assunto é benefícios corporativos por setor. A pesquisa, feita com dados do primeiro semestre de 2026, mostra que o ticket médio de Alimentação varia de R$ 168,68, na Construção Civil, a R$ 1.530,85, no setor de Eletricidade e Gás — uma diferença de mais de nove vezes entre os extremos.
O resultado dialoga com o que outras pesquisas do setor de RH já vinham apontando: a composição de benefícios corporativos deixou de ser um item padronizado de folha de pagamento para se tornar uma peça central da estratégia de retenção. Para quem lida com desenho de pacotes de benefícios, o dado reforça uma lição importante: o valor certo depende do perfil da mão de obra, do grau de formalização, da dinâmica operacional e da estratégia de retenção de cada segmento.
Por que os benefícios corporativos variam tanto entre setores
Segundo Clayton Pedro, CEO da Biz Benefícios, essa disparidade não é acaso. "O levantamento reforça que o mercado de benefícios não se comporta de forma homogênea. Cada setor tem desafios próprios para atrair, engajar e apoiar seus colaboradores. Por isso, a definição de benefícios precisa considerar o perfil da empresa, a rotina dos trabalhadores e a realidade econômica de cada segmento", afirma.
Isso significa que comparar o pacote de benefícios da própria empresa apenas com uma média geral de mercado pode levar a decisões equivocadas. O benchmark mais útil é o do próprio setor de atuação — algo que também aparece como aprendizado central no case da Alper apresentado no CONARH 2026, em que a personalização por perfil de time fez diferença direta na experiência do colaborador.
Alimentação: dos R$ 168 aos R$ 1,5 mil
O benefício de Alimentação foi o que apresentou o retrato mais nítido dessa disparidade. Depois de Eletricidade e Gás, os maiores tickets médios aparecem em Administração Pública, Defesa e Seguridade Social (R$ 1.210,73) e em Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados (R$ 661,77).
Na outra ponta, além da Construção Civil, os menores valores médios aparecem em Indústrias Extrativas (R$ 169,00) e em Artes, Cultura, Esporte e Recreação (R$ 267,81). A distância entre o setor com maior e menor ticket médio de Alimentação ultrapassa nove vezes, como mostra o gráfico abaixo.

Para empresas que ainda estão revisando a estrutura desse benefício, vale reforçar que a escolha vai além do valor: também envolve como escolher a fornecedora certa dentro das regras do PAT, o que impacta diretamente a experiência de quem usa o cartão no dia a dia.
Premiação: a categoria com maior dispersão
Entre todas as categorias analisadas, Premiação — bônus concedidos via cartão benefícios conforme critérios próprios de cada empresa — foi a que mostrou a maior variação. O setor de Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura liderou com média de R$ 6.051,32, seguido por Indústrias Extrativas (R$ 1.615,84) e Outras Atividades de Serviços (R$ 1.265,72).
Já o setor de Água, Esgoto, Gestão de Resíduos e Descontaminação registrou média de apenas R$ 40,00 nessa categoria, evidenciando o quanto a política de premiação está atrelada à realidade financeira e cultural de cada segmento. Esse tipo de variação também aparece de forma sazonal: um levantamento sobre o uso de benefícios em datas comemorativas no primeiro semestre mostrou como picos de premiação costumam se concentrar em determinados períodos do ano.
Refeição: setores com maiores e menores tickets
No benefício de Refeição, o maior ticket médio apareceu em Atividades Imobiliárias, com R$ 4.011,00, seguido por Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura (R$ 944,22) e Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas (R$ 645,59).
Os menores valores foram registrados em Indústrias Extrativas (R$ 300,00), Construção (R$ 306,35) e Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (R$ 307,83).
Transporte e mobilidade: o benefício mais estável
Diferente das demais categorias, o benefício de Transporte e Mobilidade mostrou um comportamento mais uniforme entre os setores. Os maiores tickets médios ficaram com Água, Esgoto, Gestão de Resíduos e Descontaminação (R$ 466,67), Indústrias de Transformação (R$ 338,29) e Educação (R$ 295,10) — uma variação bem menor do que a observada em Alimentação e Premiação.
Essa estabilidade também reflete mudanças na forma como as empresas pensam deslocamento hoje, especialmente com a consolidação de modelos de benefícios para equipes híbridas, em que a mobilidade deixou de ser um item fixo para se adaptar à frequência real de deslocamento até o escritório.
O que os dados revelam sobre a estratégia de benefícios corporativos
Para Clayton Pedro, o principal aprendizado do levantamento vai além dos números isolados. "À medida que os benefícios se tornam parte da estratégia de gestão de pessoas, cresce a importância de olhar para dados setoriais. Eles ajudam empresas a entenderem se suas práticas estão alinhadas ao mercado, mas também mostram que não existe uma única régua para todos. O benefício mais efetivo é aquele que conversa com a realidade do colaborador e com os objetivos da organização e, quanto mais personalizado, melhor", complementa.
Esse raciocínio conecta diretamente com a abordagem de hiperpersonalização da experiência do colaborador que a Biz vem defendendo: quanto mais o benefício reflete a realidade de quem o recebe, maior o impacto sobre engajamento e retenção. Não à toa, esse tipo de personalização também tem aparecido como diferencial de employer branding em discussões recentes do CONARH 2026.
Para o RH, isso reforça três pontos: comparar benefícios corporativos por setor, e não apenas com médias gerais de mercado; revisar a composição do pacote (Alimentação, Refeição, Premiação e Transporte) de acordo com o perfil da operação; e considerar a personalização como caminho para tornar o investimento em benefícios mais eficiente.
Metodologia
O levantamento foi elaborado pela Biz com base em dados anonimizados de transações realizadas por usuários da plataforma no primeiro semestre de 2026. A análise considerou organizações de diversos setores, agrupadas a partir do código de classificação de atividade econômica da empresa, com recortes de ticket médio nas categorias Alimentação, Premiação, Refeição e Transporte e Mobilidade. Os dados têm como base a operação da Biz e não representam a totalidade do mercado brasileiro de benefícios.
Benefícios corporativos por setor como ponto de partida para uma política mais personalizada
Os dados mostram que uma política de benefícios eficiente não nasce de uma tabela genérica de mercado, mas da leitura cuidadosa do setor, do perfil dos colaboradores e dos objetivos da empresa. Essa é também a base da discussão sobre benefícios flexíveis ou tradicionais para médias empresas: não existe modelo único, e sim o modelo mais alinhado à realidade de cada operação. Para quem está estruturando ou revisando o pacote agora, vale também revisar o passo a passo de como escolher benefícios corporativos em 2026.
A Biz apoia esse tipo de decisão com uma estrutura pensada para personalização real:
✅ Multibenefícios flexíveis em um único cartão, que se ajustam ao perfil de cada setor e função
✅ Cartões hiperpersonalizados, que fortalecem a marca empregadora e o sentimento de pertencimento
✅ Dados e relatórios que ajudam o RH a comparar sua política de benefícios com o próprio setor de atuação
✅ Gestão simples e centralizada, com mais autonomia para o RH ajustar o pacote conforme a realidade da empresa
Sua empresa sabe se o pacote de benefícios está alinhado ao que faz sentido para o seu setor — ou apenas segue uma média genérica de mercado?
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