
O Agosto Dourado é a campanha de conscientização sobre a importância do aleitamento materno, instituída pela Lei Federal nº 13.435/2017 e celebrada durante todo o mês de agosto no Brasil. A cor dourada faz referência ao "padrão ouro" de qualidade do leite materno, considerado o alimento mais completo para os primeiros meses de vida. Para o RH, o Agosto Dourado é uma boa oportunidade de colocar na pauta um tema que impacta diretamente a rotina de quem está voltando da licença-maternidade — algo que já discutimos em outras campanhas do calendário, como o Agosto Lilás.
O que é o Agosto Dourado
A campanha nasceu em 1992, criada pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (WABA) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef. No Brasil, ganhou força com a Lei 13.435/2017, que determina a intensificação de ações de conscientização ao longo de agosto, como palestras, campanhas educativas e iluminação de espaços públicos com a cor dourada.
O ponto alto da campanha é a Semana Mundial do Aleitamento Materno, na primeira semana de agosto, mas as ações se estendem pelo mês inteiro, mobilizando hospitais, unidades de saúde, órgãos públicos e também empresas.
Por que as empresas devem falar sobre o Agosto Dourado
O apoio à amamentação não termina quando a colaboradora volta ao trabalho — pelo contrário, é justamente nesse momento que muitas mães enfrentam mais dificuldade para manter o aleitamento. Especialistas do setor de saúde pública reforçam que amamentar é um compromisso coletivo, que envolve família, serviços de saúde e também empregadores.
Empresas que ignoram esse período tendem a perder colaboradoras qualificadas para a insegurança de conciliar amamentação e trabalho, ou enfrentam afastamentos e retornos mais desgastantes. Times de RH que já discutem wellbeing corporativo sabem que esse tipo de apoio impacta diretamente a retenção de talentos femininos e a percepção de cuidado que a empresa transmite ao time — o mesmo raciocínio por trás de discussões sobre equidade de gênero e sobre benefícios inclusivos dentro das organizações.
Direitos da colaboradora lactante: o que diz a CLT
Antes de pensar em ações de comunicação, vale revisar o que a legislação já garante à colaboradora lactante:
Pausas para amamentar: O artigo 396 da CLT garante à trabalhadora dois intervalos de 30 minutos por dia para amamentar o próprio filho até os seis meses de idade, prazo que pode ser estendido por recomendação médica.
Licença-maternidade: A licença-maternidade tem duração de 120 dias, podendo ser estendida para 180 dias em empresas participantes do Programa Empresa Cidadã — veja quem tem direito ao auxílio-maternidade para entender as regras completas.
Sala de amamentação: Empresas com um número mínimo de colaboradoras (conforme legislação local e convenções coletivas) precisam oferecer local apropriado para a mãe amamentar ou providenciar alternativas, como creche ou auxílio-creche.
Estabilidade provisória: A gestante tem estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto, o que também protege o período de retorno e adaptação da amamentação.
Garantir que esses direitos sejam conhecidos — e efetivamente cumpridos — já é uma forma concreta de apoio, antes mesmo de pensar em qualquer ação de comunicação para o Agosto Dourado. Vale lembrar que o bem-estar da colaboradora lactante também entra no radar da nova NR-1, já que dificuldades para conciliar amamentação e trabalho podem se tornar um fator de risco psicossocial mapeado pela empresa.
Como o RH pode agir durante o Agosto Dourado
Algumas ideias práticas para transformar a campanha em ação real dentro da empresa:
Divulgar os direitos da colaboradora lactante. Muitas mulheres não sabem exatamente quais são seus direitos ao retornar da licença-maternidade — uma comunicação clara já resolve boa parte do problema.
Adequar ou sinalizar a sala de amamentação: Se a empresa já tem o espaço, vale reforçar sua existência e localização durante o mês; se não tem, agosto é uma boa data simbólica para colocar o projeto em pauta.
Flexibilizar horários no retorno da licença: Jornadas mais flexíveis nas primeiras semanas após o retorno ajudam a colaboradora a se adaptar sem abrir mão da amamentação.
Promover rodas de conversa com especialistas: Trazer uma pediatra ou enfermeira obstétrica para uma live ou encontro interno, como já fazem hospitais e instituições de saúde durante o mês.
Incluir o tema no calendário anual de RH: Assim como outras datas relevantes do ano, como a Festa Junina e o Junho Vermelho, vale planejar o Agosto Dourado com antecedência, garantindo espaço na comunicação interna e apoio da liderança. Acesse também o calendário 2026 da Biz para ficar por dentro das campanhas anuais.
Apoiar não é pressionar: a escolha de cada mãe precisa ser respeitada
Todo esse incentivo tem um limite importante: o papel da empresa é apoiar quem deseja amamentar, nunca cobrar ou fazer qualquer colaboradora se sentir julgada por não amamentar — seja por escolha pessoal, por dificuldade física, por questões de saúde ou por qualquer outro motivo que só cabe a ela decidir. Amamentar não é uma obrigação, e campanhas de conscientização perdem completamente o sentido quando viram fonte de culpa ou constrangimento.
Isso se traduz em cuidar da linguagem usada nas comunicações internas, evitar comparações entre colaboradoras e garantir que quem não amamenta continue recebendo o mesmo nível de suporte e acolhimento no retorno da licença-maternidade. Apoiar a amamentação e respeitar quem não amamenta não são posições opostas — são as duas faces do mesmo cuidado.
Apoio à amamentação também é estratégia de retenção
Empresas que tratam o Agosto Dourado como parte de uma cultura real de cuidado — e não como uma ação isolada — tendem a fortalecer o vínculo com colaboradoras em um momento delicado da vida pessoal e profissional. Isso se reflete diretamente na forma como o time percebe a empresa depois desse período, com reflexo direto no que já discutimos sobre alegria no trabalho e ambientes que praticam cuidado genuíno com as pessoas.
Com a Biz, o RH ganha apoio para transformar cuidado em algo que a colaboradora sente no dia a dia, não apenas em uma campanha pontual:
✅ Multibenefícios flexíveis em um único cartão, que se adaptam a diferentes momentos da vida do colaborador
✅ Soluções que apoiam bem-estar e qualidade de vida em fases sensíveis, como o retorno da licença-maternidade
✅ Cartões personalizados, que reforçam o cuidado da empresa em momentos que realmente importam
✅ Gestão simples e centralizada, dando ao RH mais tempo para cuidar de pessoas em vez de processos
Sua empresa já garante que toda colaboradora lactante conhece seus direitos ao retornar da licença-maternidade?
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