
O terceiro e último dia do CONARH 2026 fechou o congresso com um tema recorrente: o papel do RH diante da inteligência artificial, mas sempre com o olhar voltado para liderança e para o fator humano. Depois de acompanhar o resumo do dia 1, o resumo do dia 2 e o case Biz & Alper, separamos os destaques finais do congresso.
Sólides: o RH ganhou uma nova força de trabalho
Wladimir Brandão, Chefe de IA da Sólides, trouxe a palestra "O RH acaba de ganhar uma nova força de trabalho". Segundo ele, a IA está mudando a lógica de crescimento das empresas: o desafio deixa de ser apenas aumentar o número de pessoas contratadas e passa a ser ganhar eficiência com agentes de IA. Isso cria um papel novo para o RH, que passa a precisar gerir esses agentes com a mesma atenção dada às pessoas — pensando em integração, desempenho, responsabilidades e governança, dentro de uma agenda mais ampla de upskilling no RH.
Segundo Brandão, o foco não deve estar apenas na experiência do colaborador, mas também em como RH e negócio podem usar a IA para gerar eficiência e resultado de forma conjunta.
Vende-C: o impacto do RH na equipe de vendas
Ninotchka Weimer, Diretora Corporativa na Vende-C, defendeu que cultura de vendas e cultura de pessoas precisam caminhar juntas. Segundo ela, o RH pode impactar diretamente os resultados comerciais ao reduzir o tempo de rampagem de novos vendedores, melhorar contratações, reter talentos de alta performance, estruturar reconhecimento e antecipar problemas usando dados de clima organizacional.
Remuneração, rituais, treinamento e, principalmente, uma liderança comercial forte foram os pontos que ela apontou como base para construir uma cultura de vendas sustentável — conectando diretamente RH e resultado de negócio.
Adriano Lima: liderança nada artificial
Na palestra "Liderança nada artificial", Adriano Lima defendeu que o RH precisa ser estratégico, e que quem tem plano estratégico é a empresa — cabe ao RH viabilizar esse plano. Um dos pontos mais provocativos da fala: o cliente do RH não é o cliente interno, e sim quem realmente compra o produto da empresa. Na visão dele, o RH é parte do negócio, não uma área de apoio isolada.
Adriano compartilhou o resultado de uma pergunta feita a 200 CHROs sobre qual é o maior pesadelo do momento: 77% das respostas apontaram a falta de líderes preparados para o futuro. Para ele, isso não é uma questão de RH, é uma questão de negócio. Ele também traçou a diferença entre gerenciar e liderar: gerenciar é cobrar meta e seguir planos, liderar é engajar, reconhecer e inspirar. Na frase dele, a falta de liderança "devora cultura e planejamento no almoço" — e líderes que desenvolvem pessoas são os que fazem o negócio evoluir. A fala reforça um ponto que também discutimos ao falar de employer branding: marca empregadora não se sustenta sem liderança consistente por trás dela.
Buk: IA no RH, hype, promessa e o que já funciona
Fechando o bloco de palestras sobre tecnologia, Jaime Arrieta (CEO da Buk), Christian Brech (Country Manager da Buk) e Caio Infante (CEO e cofundador da EBB) discutiram o que já funciona de fato quando o assunto é IA no RH. A Buk é uma plataforma de gestão de pessoas de ponta a ponta, com diferentes módulos de IA integrados, e o painel foi direto: a IA é muito boa para tarefas específicas, operacionais e repetitivas, mas o fator humano continua sendo um diferencial insubstituível em decisões mais sensíveis.
Segundo o painel, para a IA funcionar bem é necessário ter processos e dados muito bem estruturados — uma IA sem contexto tende a criar mais problemas do que resolver, e se os dados não estiverem bem integrados, o resultado da IA também não será bom. A conclusão do grupo resume bem o espírito do dia: o papel da IA é tirar a complexidade das tarefas operacionais do RH, para que o time possa ser mais humano e cuidar do que realmente importa, que são as pessoas — a mesma lógica que sustenta discussões sobre alegria no trabalho e sobre wellbeing corporativo.
Biz: encerramento com Richard Barrett
Fechando o congresso, coube à Biz levar o convidado de encerramento do CONARH 2026: Richard Barrett, referência internacional em cultura organizacional, com a palestra "Cultura Brasileira: Diferencial Estratégico no Cenário Global". Foi uma escolha que amarrou bem o espírito do congresso — depois de dois dias falando de IA, dados e eficiência operacional, o encerramento trouxe o tema que atravessou os três dias por baixo de tudo: o papel da cultura e das pessoas como vantagem competitiva real.
A conversa rendeu material suficiente para um post inteiro à parte: confira o resumo completo da palestra de Richard Barrett, com a virada de foco de máquina para humano, a formação da cultura brasileira e o que isso significa para o futuro do RH.
O que fica depois dos três dias de CONARH 2026
O CONARH 2026 terminou com um recado consistente ao longo dos três dias: tecnologia avança rápido, mas continua sendo meio, não fim. Liderança, cultura e cuidado com as pessoas seguem sendo o que sustenta resultado — seja em vendas, em times que usam IA no dia a dia, ou na forma como a empresa cuida da saúde mental do time, alinhada à nova NR-1.
Com a Biz, o RH ganha um parceiro para transformar esses aprendizados em algo que o colaborador sente todos os dias:
Multibenefícios flexíveis em um único cartão, que se adaptam a diferentes momentos e perfis do time
Cartões personalizados, que funcionam como experiência de marca em cada uso
Soluções que apoiam saúde física e mental, alinhadas às exigências regulatórias mais recentes
Gestão simples e centralizada, dando ao RH mais tempo para liderança, não para operação
Sua empresa já está aplicando os aprendizados do CONARH 2026, ou eles ficaram só no bloco de anotações?
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