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CONARH 2026: resumo do segundo dia do congresso

Conarh 2026

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11 minutos de leitura

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CONARH 2026: resumo do segundo dia do congresso

CONARH 2026: resumo do segundo dia do congresso

CONARH 2026: resumo do segundo dia do congresso

O segundo dia do CONARH 2026 trouxe um contraponto interessante ao primeiro: se no resumo do dia 1 a conversa girou bastante em torno de cultura e do case Biz & Alper, no dia 2 o destaque foi o papel da inteligência artificial no trabalho

O segundo dia do CONARH 2026 trouxe um contraponto interessante ao primeiro: se no resumo do dia 1 a conversa girou bastante em torno de cultura e do case Biz & Alper, no dia 2 o destaque foi o papel da inteligência artificial no trabalho — e o quanto a essência humana continua sendo o que realmente diferencia empresas e profissionais. Separamos os principais destaques de quatro momentos do dia.

ESPM: criatividade humana quando a IA vira commodity

O professor Júlio Figueiredo, titular do programa de mestrado e doutorado em administração da ESPM, abriu deixando um ponto claro: a palestra não era anti-IA. Existem tarefas inerentemente humanas, e existem tarefas que a tecnologia aprimora — o desafio é não confundir uma coisa com a outra.

Segundo ele, 88% das empresas já relatam o uso de IA em suas organizações, o que inverte a lógica de exclusividade: usar IA deixou de ser diferencial e virou regra. É exatamente por isso que a criatividade humana se torna um recurso raro e difícil de imitar. Citando a teoria do fluxo, de Mihaly Csikszentmihalyi, o professor explicou que a criatividade emerge quando uma novidade é proposta, selecionada e incorporada a um domínio — um processo que segue o caminho vivência de mundo, experiências e significado.

Já a IA segue outro caminho: dado, modelo, variações. Máquinas são treinadas para não contabilizar erro, com critérios objetivos e quantificados; humanos aprendem justamente ao errar, usando critério subjetivo. Quando uma IA se autocorrige, a capacidade de criar novos padrões desaparece — mas isso não significa o fim da criatividade humana, e sim que ela passa a crescer em outros campos. Para as organizações, o recado foi direto: manter o trabalho em contato com o real (clientes, operações, mercado), desenvolver capacidade de julgamento e proteger os domínios de conhecimento que sustentam repertório e diversidade.

Espro: "Mercado trocando humanização por performance"

A palestra da Espro, "Mercado trocando humanização por performance", colocou o dedo em uma ferida comum: foco em automação não gera valor, apenas corta custos. Existe um dilema real em usar IA para baratear tarefas de nível 1, já que isso pode impactar negativamente vagas mais analíticas no futuro — afinal, a IA não entende contexto, ela executa comandos.

A previsão apresentada divide o trabalho em três faixas: atividades que serão 100% máquina (como SEO, e-mail e analytics), atividades de parceria entre humano e IA (conteúdo e estratégia) e atividades 100% humanas (ética, liderança e inteligência emocional). Resumindo em uma frase da própria apresentação: o que é rotina vira código, o que é complexo vira prêmio.

Um alerta chamou atenção: gerenciar muitos agentes de IA ao mesmo tempo pode gerar uma espécie de sobrecarga mental, quando o operador não consegue mais acompanhar o volume de decisões. A palestra também citou um estudo da Universidade de Montreal, segundo o qual terceirizar o pensamento para a IA compromete a capacidade cognitiva — o chamado efeito "fritura cerebral". A recomendação: não terceirizar o julgamento, e sim usar a IA como parceira de raciocínio, exigindo fricção intelectual e mantendo o julgamento humano na orquestração. As cinco habilidades apontadas como as mais resistentes à automação foram curiosidade, criatividade, coragem, compaixão e comunicação — o mesmo tipo de competência que discutimos ao falar de upskilling no RH e do desenvolvimento de lideranças em cases reais de RH. A palestra fechou com um apelo: usar tecnologia não para excluir o humano, mas para democratizar trabalho e educação.

Saúde corporativa como parte do negócio, não só um benefício

Lilian Nunes Silva, Gerente de Saúde e Bem-Estar da Claro, trouxe uma palestra sobre estruturação da gestão de saúde corporativa que rendeu boas reflexões. O ponto central: saúde não deve ser vista apenas como um benefício, mas como parte do negócio e da estratégia da empresa — o que significa olhar para o bem-estar das pessoas, principalmente a saúde mental, antes mesmo de falar sobre inovação e novas tecnologias.

Lilian destacou o uso de dados, metas e indicadores para direcionar as ações de saúde, entendendo o que os colaboradores realmente utilizam e onde estão as principais necessidades — hoje, segundo ela, o olhar da área está muito mais voltado a metas e indicadores do que simplesmente a ROI. Prevenção também foi um tema forte: não esperar o colaborador ter um problema para agir. A telemedicina foi citada como exemplo de uso que cresceu muito após a pandemia, mas que também exige comunicação e educação para que as pessoas saibam usar corretamente os recursos disponíveis no plano de saúde.

Ela reforçou ainda a importância de uma visão integrada entre saúde física, mental e financeira, e como a nova NR-1 fortalece esse olhar dentro das empresas. A frase que resumiu a palestra: "informação é poder" — de nada adianta ter benefícios e programas se a comunicação não faz essa informação chegar de verdade às pessoas.

Encerramento com Luciano Hulk

Fechando o congresso, Luciano Hulk trouxe uma palestra mais pessoal, conectando capacidade, criatividade e cuidado com as pessoas. Para ele, seu papel sempre foi impactar pessoas — e é exatamente esse o território que o RH ocupa todos os dias, o que o levou a costurar sua trajetória com o universo de gente e gestão ao longo de toda a fala.

Ele contou a história de Parauapebas, cidade que nasceu em torno da mineração, e de um projeto social que usa artes marciais para o enriquecimento humano de crianças da região — um quadro de TV que ele criou justamente porque gosta de ouvir histórias e de olhar para as pessoas de forma ampla, além do que aparece na superfície. Antes de subir ao palco do CONARH, ele havia ido pessoalmente a Parauapebas para rever como o projeto estava 12 anos depois da reforma que ele mesmo ajudou a fazer no espaço. Encontrou uma cidade que havia dobrado de tamanho e um projeto que passou a atender milhares de crianças em duas unidades — prova, segundo ele, de que quando os créditos sobem na TV, a história das pessoas continua.

Hulk também comentou sobre a percepção de que as gerações mais novas seriam "frágeis" — e discordou: para ele, é uma geração mais conectada, que sofre mais ansiedade, mas que também entendeu a importância de cuidar da saúde mental. Ele compartilhou uma experiência pessoal marcante, contando como cada pessoa da sua família reagiu de forma diferente a um momento difícil — um filho jogou videogame, uma filha desenhou, outro conversou, e só meses depois, quando percebeu que as crianças estavam bem, sua esposa entrou em um momento de crise, que ela enfrentou com técnicas de meditação.

A reflexão que ele trouxe conecta direto com o RH: até dentro de uma mesma família e cultura, pessoas lidam com as situações de forma diferente — o mesmo vale para uma empresa, onde colaboradores têm prioridades e condições diferentes, o que reforça a importância de benefícios flexíveis. Encerrou com um lembrete simples: se você não está equilibrado, não tem como cuidar de outras pessoas — e toda empresa precisa de um time saudável para sustentar resultado, o mesmo raciocínio por trás da ciência da alegria no trabalho.

Ainda tem mais um dia de CONARH 2026

O segundo dia do CONARH 2026 deixou um recado consistente: tecnologia avança, mas equilíbrio, saúde e cuidado com as pessoas continuam sendo a base de qualquer estratégia de RH. E o congresso ainda não acabou — no terceiro e último dia, a Biz leva Richard Barrett para a palestra de encerramento, com o tema "Cultura Brasileira: Diferencial Estratégico no Cenário Global".

Com a Biz, o RH ganha um parceiro que já constrói, no dia a dia, o que essas palestras defendem em teoria:

  • ✅ Multibenefícios flexíveis em um único cartão, que respeitam as diferentes prioridades de cada colaborador

  • ✅ Soluções que apoiam saúde física, mental e financeira, alinhadas às exigências da NR-1

  • ✅ Cartões personalizados, que reforçam cultura e marca empregadora em cada uso

  • ✅ Gestão simples e centralizada, dando ao RH mais tempo para cuidar de pessoas, não de operação

Sua empresa já trata saúde e bem-estar como parte da estratégia, ou ainda como um benefício isolado?

👉Fale com um especialista da Biz e descubra como construir uma política de benefícios que põe as pessoas no centro — e não perca a palestra de encerramento com Richard Barrett amanhã.

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